Fonte: InfoMoney
Sob a gestão de Marcelo Noronha, que assumiu em novembro de 2023, o Bradesco vem retomando trajetória de crescimento e eficiência, com o retorno sobre capital próximo de 14,6% no 3º trimestre de 2025 e lucro recorrente de R$ 6,2 bilhões no mesmo período. Analistas apontam que os ganhos são fruto de cortes de custos, digitalização e melhora no controle de crédito, especialmente no segmento corporativo, onde a redução de agências e a automação têm reduzido despesas fixas.
Para 2026, a tendência de turnaround deve seguir ganhando tração, segundo gestores do mercado. Daniel Utsch, gestor de renda variável da Nero Capital, ressalta que avanços em eficiência operacional e controle de risco podem elevar o ROE para algo próximo de 20% nos próximos trimestres, mas essa perspectiva depende da evolução do cenário macroeconômico. A política monetária, com a Selic em torno de 15%, e a trajetória da inadimplência são fatores que tornam o banco mais sensível a oscilações econômicas.
Com múltiplos atrativos — preço sobre valor patrimonial perto de 1,2x e P/L entre 7 e 7,5 — a ação pode ser vista como oportunidade para investidores de longo prazo, ainda que sujeita a maior volatilidade enquanto persistirem incertezas sobre juros e crédito.
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