Fonte: UOL
Com a eleição presidencial a cerca de três meses, gestores e analistas passaram a priorizar aplicações de menor risco, com preferência por renda fixa atrelada ao CDI no curto prazo. A Selic permanece perto de 14,25% ao ano, o que torna o CDI atraente: o investidor parado no indicador recebe mais de 1% ao mês antes do imposto, o equivalente a quase 9% ao ano acima da inflação acumulada em 12 meses. A inflação nos últimos 12 meses até maio está em 4,72%.
A avaliação sobre títulos indexados ao IPCA é dividida. O juro real do Tesouro IPCA+ se aproxima de 7,9% ao ano, o que, na comparação com prefixados, sugere uma inflação implícita em torno de 6% ao ano. Em comentário citado na reportagem, Nero Capital enfatiza que, diante de cenário incerto, é preferível receber bem por manter posições conservadoras. A Bolsa aparece descontada, cerca de 8,4 anos de lucro esperado, mas sofre com saída de recursos: só em junho houve R$ 8,8 bilhões de saída de capital estrangeiro.
No conjunto, especialistas recomendam seletividade em ações, favorecendo bancos e empresas de serviços essenciais, e tratam o dólar, em torno de R$ 5,20, mais como proteção patrimonial do que como aposta de retorno.
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