Fonte: InfoMoney
O Itaú inicia 2026 com expectativas de resultados que já estão em grande parte refletidas no preço das ações, mas a maioria dos analistas permanece otimista quanto à capacidade do banco de entregar desempenho consistente. O resultado consolidado mostrou retorno sobre o patrimônio (ROE) de 23,3%, ante 22,7% no ano anterior, enquanto o ROE só no Brasil subiu para 24,2% (de 23,8%). A instituição reportou lucro líquido gerencial de R$ 11,9 bilhões no trimestre e manutenção de qualidade de crédito, com inadimplência acima de 90 dias em 1,9%. Em termos de valuation, o papel negocia perto de 1,9 vez o valor patrimonial e cerca de nove vezes o lucro, níveis que já incorporam cenário relativamente favorável.
Segundo Daniel Utsch, gestor da Nero Capital, o banco segue como ativo de alta qualidade e presença relevante nas carteiras, sobretudo em momentos de fluxo estrangeiro positivo. Para 2026 a projeção é de ROE na faixa de 23% a 24%, com seguros e a recuperação da área de serviços entre os motores de crescimento, além da expansão de private banking. Mesmo assim, o potencial de valorização extraordinária é limitado pelo valuation já elevado, o que reforça a tese de manutenção para investidores focados em estabilidade e previsibilidade; em compilação da LSEG, 8 de 9 casas recomendam compra.
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