Fonte: Valor Econômico
Os ativos brasileiros mostraram resiliência mesmo após cinco semanas do conflito no Oriente Médio, com o Ibovespa renovando máximas e o real sendo a moeda mais valorizada entre as 33 mais líquidas no ano. O índice fechou em 197.324 pontos na última sexta-feira e o câmbio acumula alta de cerca de 3,3% no ano, saindo de R$ 5,48 no início de janeiro para aproximadamente R$ 5,01 no pregão mais recente. Em março, o país recebeu aportes líquidos na ordem de R$ 11,7 bilhões, volume cerca de 25% abaixo do registrado em fevereiro, segundo dados de mercado.
A valorização vem principalmente da alta das empresas de energia e do petróleo, que beneficiaram a balança e o desempenho das grandes capitalizações — sem o setor, o índice teria avançado apenas 1,46% no período analisado. Estrategistas apontam também valuation atrativo, diferencial de juros e busca por diversificação por parte de investidores globais. Entre os riscos estão efeitos de segunda ordem do choque de energia, como escassez de diesel e fertilizantes que pressionam custos e inflação, além da incerteza fiscal e do cenário eleitoral, que podem moderar o desempenho relativo do Brasil frente a outros emergentes.