Fonte: Valor Econômico
A temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026 deve trazer continuidade de tendências recentes, mas com aumento das incertezas que podem pressionar resultados. Analistas destacam risco de piora na inadimplência em vários segmentos, efeitos de dificuldades de grandes empresas e volatilidade macro por causa da guerra no Irã. O ambiente eleitoral e um novo programa federal de renegociação de dívidas também entram na conta e podem influenciar o humor do investidor.
Para Daniel Utsch, da Nero Capital, os números mais observados serão os de inadimplência e provisões para devedores duvidosos, com impacto relevante do agronegócio sobre o Banco do Brasil e risco adicional vindo de casos como o da Raízen. Há projeção de lucro consolidado de cerca de R$ 26,5 bilhões para os grandes bancos no trimestre, e o BB renegociou R$ 36,5 bilhões no âmbito da MP 1.314, enquanto carteira prorrogada do agro soma R$ 64,5 bilhões, com 36% vencendo neste ano. Nubank vem projetado para lucro de cerca de US$ 910 milhões. Investidores vão avaliar se a deterioração é sazonal ou início de tendência mais duradoura, com potencial de correção nos papéis se os resultados desapontarem.
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