Exposição de fundos à crise da Oncoclínicas chega a 111 veículos; risco maior recai sobre pessoa física

INVESTIMENTOS
12/04/2024

Exposição de fundos à crise da Oncoclínicas chega a 111 veículos; risco maior recai sobre pessoa física

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Exposição de fundos à crise da Oncoclínicas chega a 111 veículos; risco maior recai sobre pessoa física

Fonte: E-Investidor

Um levantamento da Economatica a pedido do E-Investidor mostra que 111 fundos reúnem R$ 145,9 milhões em ações e debêntures da Oncoclínicas, empresa que pediu recuperação extrajudicial. Grande parte do valor está concentrada em fundos do Banco do Brasil, que somam cerca de R$ 116 milhões entre os 20 maiores posicionamentos; em nenhuma carteira a posição ultrapassa 0,1% do patrimônio, com exceção do Valora Absolute FIF RF Cred Priv LP, que tinha 1,5% alocado em três debêntures na base de 30 de junho. Gestoras consultadas afirmam que a reprecificação foi aplicada conforme regras dos produtos e que exposições em muitos fundos são desprezíveis para a rentabilidade dos cotistas.

Apesar da baixa vulnerabilidade dos fundos, há risco relevante para investidores pessoa física: ao menos 60% dos CRIs emitidos pela companhia foram comprados por esse público, segundo a Vitrify. A B3 também limita o impacto de operações garantidas por ações, exigindo reforço de garantias sem liquidar papéis. No campo societário e jurídico, há disputa entre acionistas e negociações com credores em curso, com adesões próximas a 40% e expectativa de maioria para aprovar o plano em 60 dias; a empresa avalia medidas legais e tenta normalizar pagamentos em cerca de 45 dias, enquanto o mercado monitora o potencial de recuperação e diluição para os credores.

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