Fonte: Broadcast
Depois de abrir em alta superior a 1%, o Ibovespa perdeu tração ao longo do pregão e fechou em ligeira baixa de 0,09%, aos 177.726,17 pontos, após oscilar entre 177.690,45 e 180.194,51. A cautela prevaleceu às vésperas da decisão do Copom, para a qual o consenso aponta corte de 0,25 ponto na Selic. Mais do que o ajuste em si, profissionais destacam que o peso recairá sobre o tom do comunicado, após a leitura considerada confusa na reunião de junho. Para Mônica Araújo, economista-chefe da Investsmart XP, a desaceleração da atividade convive com expectativas de inflação ainda acima da meta, o que levou investidores a precificar o corte e a reduzir exposição para evitar surpresas. Leonardo Morales, da SVN Gestão, avalia que a dúvida é se o BC encerra o ciclo ou mantém a porta aberta.
No exterior, S&P 500 e Nasdaq cederam após um início de mês forte impulsionado por balanços, enquanto a retomada do diálogo entre EUA e Irã sobre o Estreito de Ormuz manteve a volatilidade nas commodities. O petróleo recuou abaixo de US$ 80, pressionando Petrobras. Em contrapartida, o bom desempenho do Itaú, com rentabilidade mais forte no segundo trimestre, ajudou a segurar o índice, segundo Bruno Perri, da Forum Investimentos. O noticiário político também entrou no radar: pesquisa Genial/Quaest mostrou leve ganho de Flávio Bolsonaro sobre Lula, e a escolha de Alfredo Gaspar para a vice surpreendeu, mas teve impacto limitado nos negócios. A eleição em dois meses segue no horizonte sem alterar preços no curto prazo.