Fonte: Capital Aberto
Às vésperas de a indústria de FIDCs se aproximar de R$ 1 trilhão em patrimônio líquido, a Anbima conduz um grupo de trabalho para atualizar a classificação desses fundos, criada em 2010 e hoje considerada insuficiente diante da diversidade de origens de recebíveis e das estruturas de risco. A proposta busca deixar mais claro o grau de subordinação, a existência de classes e subclasses e outras características que afetam o perfil de risco, e deve ser submetida à CVM. Integrantes do grupo observam que a categoria Outros já supera a soma dos demais tipos, evidenciando a necessidade de uma taxonomia mais abrangente e objetiva para orientar investidores sobre o risco que estão assumindo.
A movimentação ocorre em meio à expansão da base de investidores pessoa física, que quase triplicou desde janeiro de 2025, impulsionada por fundos de fundos que compram cotas de FIDCs e por mudanças regulatórias e tributárias. A Resolução CVM 175, em vigor desde 2022, ampliou o acesso, enquanto a extensão do come-cotas a estruturas fechadas levou parte dos recursos para FIDCs, que permanecem isentos dessa cobrança semestral se mantiverem ao menos 67% do patrimônio em direitos creditórios, conforme a Lei 14.754/2023. A liquidação do CDB do Banco Master em novembro de 2025 também redirecionou capital ao segmento. Especialistas veem ganhos de padronização para o público não institucional, embora apontem desafios práticos na implementação do novo nível de transparência.
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